#CoelhãoCentoEDeca: Nação Americana elege a Seleção do Coelhão 110 Anos

Estevão Germano • 30 de abril de 2022
#CoelhãoCentoEDeca: Nação Americana elege a Seleção do Coelhão 110 Anos
Arte: Gabriel Morais / América

Em uma das ações de celebração ao “Cento e Deca”, o América proporcionou à Nação Americana uma descontraída interação para que a torcida pudesse montar um simbólico esquadrão ideal dos 110 anos do Clube. Através do Twitter oficial , a ação iniciou-se no dia 20 de abril e estendeu-se até a semana do aniversário do Clube. Com a participação do torcedor, foram definidos os titulares, suplentes e o comandante da simbólica Seleção do Coelhão 110 Anos .

Foram duas fases de votação, nas quais a intenção foi aumentar o leque para oferecer mais opções de atletas e técnicos para a escolha da Nação Americana. Para fechar a reduzida lista de candidatos, escutamos alguns torcedores ilustres e conselheiros do Clube. Foi, obviamente, uma decisão difícil considerando a riquíssima história do América e a vasta quantidade de craques que colocaram em campo seu talento com a armadura americana. Contudo, para a escolha dos candidatos, foi levado em consideração alguns aspectos como:

– Relevância da passagem pelo América;
– Identificação com o Clube;
– Número de jogos e/ou gols marcados pelo Coelho;
– Projeção da carreira.

A fase semifinal iniciou-se com os seguintes atletas e treinadores:

  • Goleiros : Tonho (anos 40 e 50), Jardel “Cavaleiro Negro” (anos 50), Neneca I (anos 70), Milagres (anos 90), Matheus Magalhães (anos 2010) e João Ricardo (anos 2010).
  • Laterais direito : Toledo (anos 50), Estevam (anos 90), Evanílson (anos 90 e 2000) e Danilo (anos 2010 ).
  • Zagueiros : Luzitano (anos 40), Caillaux “Caiô” (anos 50 e 60), Vander (anos 70), Ricardo Evaristo (anos 80 e 90), Luiz Carlos Marins (anos 90), Wellington Paulo (anos 90 e 2000) e Dênis (anos 90 e 2000).
  • Laterais esquerdo : Cláudio Mineiro (anos 70), Claudinho (anos 70), Ronaldo Luiz (anos 90) e Danilo Barcelos (anos 2010).
  • Volantes : Gaia (anos 40 e 50), Pedro Omar (anos 70), Taú (anos 90), Pintado (anos 90), Gilberto Silva (anos 90), Claudinei (anos 2000), Dudu Pitbull (anos 2000 e 2010) e Juninho (atual).
  • Meias : Zuca (anos 50), Amaury Horta (anos 60 e 70), Juca Show (anos 70), Spencer (anos 70), Palhinha (anos 80, 90 e 2000), Boiadeiro (anos 90), Irênio (anos 90 e 2000) e Rodriguinho (anos 2010).
  • Atacantes : Jair Bala (anos 60 e 70), Dario Alegria (anos 60 e 70), King Cândido (anos 70), Euller (anos 80, 90, 2000 e 2010), Tupãzinho (anos 90) e Richarlison (anos 2010).
  • Centroavantes : Satyro Taboada (anos 20 e 30), Petrônio (anos 40 e 50), Gunga (anos 50 e 60), Celso (anos 90), Alessandro (anos 2000 e 2010) e Fábio Junior (anos 2010).
  • Técnicos : Yustrich (anos 40, 50 e 70), Henrique Frade (anos 70), Orlando Fantoni (anos 70), Jair Bala (anos 70 e 80), Givanildo Oliveira (anos 90, 2000 e 2010), Flávio Lopes (anos 90 e 2000), Enderson Moreira (2016-2018) e Lisca (2020-2021).


Veja como funcionou a eleição da Seleção do Coelhão 110 Anos:

  • Houve duas rodadas de votação (semifinal e final) para decidir o(s) jogador(es) de cada posição do campo e o treinador.
  • Antes de cada votação, foi apresentada à torcida uma breve biografia dos feitos de cada candidato com a armadura do Coelhão.
  • Através do Twitter, foram feitas enquetes ao longo de 10 dias para cada uma das posições do campo. Assim, o torcedor pôde selecionar seus prediletos para avançar à fase final e, depois, decidir quem entraria como titular na Seleção.
  • O esquema tático escolhido foi o 4-3-3 (goleiro / dois zagueiros / dois laterais / três meio-campistas / três atacantes).


Ao fim das fases de votação, a Nação Americana elegeu o seguinte esquadrão para representar a Seleção dos 110 Anos:

Titulares :
Milagres (goleiro); Danilo (lateral direito), Wellington Paulo (zagueiro), Ricardo Evaristo (zagueiro) e Ronaldo Luiz (lateral esquerdo); Gilberto Silva (volante), Juca Show (meia) e Palhinha (meia); Jair Bala (atacante), Richarlison (atacante) e Satyro Taboada (centroavante).

Suplentes :
Neneca I (goleiro); Evanílson (lateral direito), Zé Horta (zagueiro), Vander “Xerife” (zagueiro) e Danilo Barcelos (lateral esquerdo); Juninho (volante), Irênio (meia) e Rodriguinho (meia); Euller (atacante), Tupãzinho (atacante) e Fábio Júnior (centroavante).

Técnico: Givanildo Oliveira

Arte: Gabriel Morais / América

Confira um pouco da trajetória dos 11 atletas titulares e treinador eleitos pela Nação Americana para representar a Seleção do Coelhão 110 Anos:

Milagres (goleiro):
Simplesmente, o recordista de jogos em toda a história do América. Milagres foi o goleiro do Coelhão durante quase toda a década de 90, fechando o gol e conquistando títulos nacionais, regionais e estaduais. O arqueiro está na memória de várias gerações da torcida do América e com 372 atuações, no total, superou a marca de Tonho, que era até então o goleiro com mais jogos.

Danilo (lateral direito):
Mais um talento revelado pela nossa base, Danilo brilhou com o manto americano e, hoje, representa com louvor o DNA Formador na lateral-direita dos gramados por toda a Europa e também com a camisa da Seleção Brasileira. Ele foi alçado ao time profissional do Coelho em 2008 e, no ano seguinte, contribuiu na conquista da Série C nacional. Na sequência da carreira, foi campeão mundial Sub-20 e já defendeu quatro gigantes europeus: Porto, Real Madrid, Manchester City e Juventus.

Wellington Paulo (zagueiro):
Com diversas passagens durante as décadas de 90 e 2000, Wellington Paulo é um dos atletas mais multicampeões com a armadura americana, além de ser o 4º jogador com mais atuações pelo Coelho. Ainda jovem, participou da conquista do Campeonato Mineiro de 1993. Quatro anos mais tarde, fez história com a conquista da Série B. Depois, enriqueceu novamente a galeria de troféus do Clube ao contribuir nas conquistas da Copa Sul-Minas, em 2000, e mais um Mineiro em 2001. Experiente, o “Eterno Capitão” somou mais dois títulos em suas duas últimas passagens: a Taça Minas Gerais, em 2005, e a Série C nacional em 2009.

Ricardo Evaristo (zagueiro):
Com duas passagens entre 1988 e 2000, Ricardo Evaristo também foi um dos zagueiros de ótima categoria à serviço do América. O atleta ajudou o Coelho em seu processo de retomada no cenário nacional no início da década de 90. Já em 1997, fez parte do elenco que conquistou o primeiro título nacional do Clube. Ao lado de grandes craques da década de 90, deixou seu nome cravado na história americana. Com 279 atuações, ele está no top-10 de atletas que mais defenderam o Coelhão.

Ronaldo Luiz (lateral esquerdo):
Revelado pelo América nos últimos anos da década de 80, Ronaldo Luiz foi um dos grandes laterais-esquerdo de nossa história. Lançado pelo técnico Jair Bala, o jovem Ronaldo ajudou o Coelho a retornar para a Série B em 1990 com grandes exibições. O talento do lateral despertou a cobiça de outros clubes. Assim, o jogador foi negociado e, posteriormente, foi bicampeão da Libertadores e do Mundial de Clubes. Em 1997, Ronaldo Luiz voltou ao América, participando da histórica conquista do título da Série B. Em 2002, teve sua terceira passagem, concluindo sua carreira com o manto americano.

Gilberto Silva (volante):
Uma das maiores revelações do DNA Formador do Coelhão em todos os tempos, Gilberto Silva engrandeceu o potencial de formação do América durante sua carreira. Campeão da Copa São Paulo de 1996, iniciou sua trajetória já contribuindo para a conquista de um dos títulos mais importantes da nossa base. No profissional, o volante jogou mais na função de zagueiro, sendo campeão da Série B em 1997. Atuou, ao todo, por três temporadas com o manto americano. Pentacampeão do Mundo com a Seleção Brasileira, em 2002, Gilberto Silva jogou ainda mais duas Copas, além de seis temporadas consecutivas na Premier League.

Juca Show (meia):
Juca Show foi um dos craques mais encantadores da década de 70. O meia foi contratado após o histórico título do Campeonato Mineiro de 1971, competição na qual enfrentou o América por um time do interior e fez a diferença naquele confronto. Ao longo de três anos, marcou época com o manto americano. No Campeonato Brasileiro de 1973, foi um dos grandes destaques ao ajudar o Coelho a ficar na sétima posição, melhor colocação do Clube na história da competição. Suas atuações foram celebradas pela imprensa nacional, que se renderam ao talento demonstrado por Juca Show com a camisa do América.

Palhinha (meia):
Grande craque na década de 90, Palhinha é mais um atleta que engrandeceu o DNA Formador do América. O meia-atacante foi alçado ao time profissional em 1989, já sendo eleito a revelação do Campeonato Mineiro daquele ano. Em 1990, ajudou o Coelho a voltar para a Série B do Brasileirão, após um período difícil em que o Clube esteve na Série C. Em 1992, foi contratado pelo São Paulo, onde faturou duas Copas Libertadores e dois Mundiais de Clubes. Em 2000, retornou ao Coelho para consagrar sua trajetória também com título pelo Clube. Assim, ajudou o América a faturar a Copa Sul-Minas com atuações decisivas. Palhinha teve ainda uma terceira passagem, em 2002, concluindo sua jornada pelo América como o sétimo maior artilheiro da história.

Jair Bala (atacante):
Unanimidade entre a Nação Americana, Jair Bala transpõe gerações e deixa aquela vontade de vê-lo em campo até em quem não teve o privilégio de acompanhar sua trajetória no futebol. Sua primeira passagem pelo América começou em 1964, quando já de imediato ele marcou seu nome ao anotar incríveis 25 gols no Campeonato Mineiro. O meia-atacante foi negociado após o estadual do ano seguinte, mas retornou em 1970 para ser campeão. Em 71, liderou o timaço que conquistou o Mineiro de forma invicta, sendo novamente o artilheiro da competição com 14 gols anotados. A campanha inesquecível ainda foi consagrada com mágicos cinco gols de bicicleta do ídolo do Coelhão. Jair Bala se despediu do América, como jogador, no fim de 71, e é o sexto maior artilheiro da história do Clube.

Richarlison (atacante):
Representante do DNA Formador no futebol europeu e na Seleção Brasileira, Richarlison é mais um talento que pode carregar o nome do América em uma Copa do Mundo. Com uma afirmação meteórica no time profissional do Coelho, o atacante brilhou em 2015 e comandou a arrancada para o retorno do Clube à divisão de elite do Campeonato Brasileiro. Extremamente valorizado, o habilidoso jovem foi vendido para o Fluminense-RJ em 2016 e, no ano seguinte, chegou à Inglaterra, onde atua já há cinco temporadas.

Satyro Taboada (atacante):
Tão centenário quanto o América, Satyro Taboada conseguiu uma façanha talvez impossível de ser superada. Atacante veloz e habilidoso, que exercia muito bem tanto a arte goleadora quanto a de articulação, Satyro conquistou o feito de maior artilheiro da história americana. Estima-se que tenha anotado ao todo mais de 200 gols com a armadura americana, embora os registros existentes apontem 167 tentos. O craque iniciou sua trajetória pelo Coelhão em 1922, contribuindo para quatro dos títulos do Deca. Seguiu marcando muitos gols até a década de 30, com direito a uma memorável partida, em 1928, em que fez simplesmente 9 gols no mesmo jogo.

Givanildo Oliveira (técnico):
Vitorioso como jogador e treinador em sua carreira, Givanildo Oliveira conquistou uma forte identificação com o América, sendo o técnico mais vencedor da história do Clube. Ele treinou o Coelho pela primeira vez entre 1997 e 1998, já levando o América a sua primeira conquista nacional com o título da Série B em 97. Mais de uma década depois, voltou para liderar o Coelho à conquista da Série C em 2009, findando um martírio do Clube na terceira divisão nacional. Foi também o treinador do centenário do América em 2012. Quatro anos mais tarde, comandou o time na conquista de seu 16º título do Campeonato Mineiro. Ao todo, Givanildo foi o treinador do Coelhão em cinco passagens, sendo o 2º técnico que mais comandou o Clube com 258 partidas.

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